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No guia de campo em que trabalho faltava-me esta bela miniatura. Sim, digo bem, miniatura que eu já perseguia há bastante tempo mas cuja detecção escapava ao meu olhar. E isso não acontecia por acaso, pois o seu diminuto tamanho dificulta a vid aos botânicos e torna-a totalmente desconhecida das pessoas que olham a natureza com ar distante, quero dizer, sem o efeito lupa próprio de quem procura no verde anónimo a individualidade e a tira do anonimato. Mas hoje foi o meu dia de sorte: aquelas folhinhas diminutas dispostas alternadamente ao longo de um caule muito delgado que raramente ultrapassa os 12 cm de altura (os exemplares que fotografei tinham cerca de 8 cm), aquele porte erecto, altivo, de quem não se deixa diminuir apesar da pequenez… e eis-me de joelhos procurando os frutos esféricos, as flores miniaturais – que só pude apreciar bem através da lente macro e melhor ainda na fotografia logo ampliada no écran da câmara. As flores são uma preciosidade com cerca de 2 mm (usem lupa para poderem encantar-se com a sua beleza simplicidade) e muito mais pequenas dos que as sépalas. Caprichos do mundo vegetal.

Pois bem, como não sou nada egoísta, partilho-a convosco e espero  que se apaixonem como eu por esta maravilha da flora portuguesa.

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